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A Intel ainda não aceitou o divórcio da Apple. Ele quer fazer chips para MacBooks

A Apple vem se preparando há anos para abandonar os processadores Intel em favor de seus próprios chips ARM. O fabricante do chipset não gosta muito disso – afinal, perder um cliente tão grande sempre dói. Pretende implementar um plano para manter a Apple no papel de contratante.

Um ato inteligente da Intel

A Apple já tem seu próprio processador para MacBooks e Macs, baseado na arquitetura ARM. A Intel não consegue fazer com que a gigante de Cupertino volte aos processadores legados, mas pode fazer outra coisa.

Bem, independentemente de estarmos falando de Apple, Google ou Microsoft, cada uma dessas empresas desenvolveu algum tipo de circuito integrado usado em dispositivos dessas marcas. Seja um processador M1, coprocessadores de processamento de imagem ou plataformas móveis inteiras – eles devem ser fabricados em algum lugar. Essas empresas, embora projetem seus próprios sistemas, não são capazes de “colá-los”, então recorrem a fundições externas, como a TSMC, que fornece componentes. É aí que entra a Intel, toda azul.

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Atual CEO da Intel, Pat Gelsinger (foto: Intel)

Intel vai gastar US $ 20 bilhões para abrir duas fábricas da Intel Foundry Services (IFS). O novo CEO da Intel, Pat Gelsinger, disse que a fundição acumulará pedidos para um mercado global avaliado em US$ 100 bilhões até 2025. Entre os sistemas que devem sair das linhas de produção da IFS, estão os sistemas ARM para smartphones e tablets. A Intel está mirando no exemplo da Apple, que precisará de modems 5G para seus dispositivos.

Vá com silício além do Extremo Oriente

Hoje, a esmagadora maioria dos chipsets produzidos vem da China e de outros países do Extremo Oriente, onde a mão de obra é relativamente barata. Os gigantes da eletrônica ainda acham mais lucrativo importar componentes do que construir fábricas na América do Norte. plano da Intel no entanto, planeja abrir fábricas da IFS nos Estados Unidos, em Chandler, Arizona. Isso se encaixa muito bem com a agenda política de Joe Biden, que anunciou que pretende apoiar a indústria de chips dos EUA. É por isso que a Lei CHIPS foi criada, permitindo que as empresas americanas concorram em pé de igualdade com empresas estrangeiras fortemente subsidiadas pelos governos (por exemplo, na China ou na Índia).

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Uma das mais novas fábricas da Intel no campus de Ocotillo, em Chandler, EUA (foto: Intel)

A Apple é o maior cliente da TSMC há anos. A Intel achará difícil convencer a gigante de Cupertino a abandonar um parceiro tão comprovado. Para chamar a atenção de Tim Cook, a Intel terá que impulsionar o processo tecnológico. As gerações atuais de processadores Intel Core ainda são produzidas em litografia de 14nm e outros chips em 10nm, enquanto TSMC e Samsung já oferecem precisão de 5nm. O plano ousado de Gelsinger teria, portanto, que ser executado com a máxima eficiência para poder trazer resultados satisfatórios.

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